O manejo no MENGE GADO HOLANDÊS - tem os seguintes focos:
SANIDADE - Garantir a sanidade do rebanho;
CONFORTO - Aumentar o conforto dos animais, especialmente o térmico
NUTRIÇÃO - Fornecer uma alimentação balanceada, de qualidade e de mínimo custo
OPERAÇÃO - Manter uma operação de cria, recria e de produção de forma funcional, eficiente e viável
Desde o início de suas atividades, a Fazenda Santa Maria vem fazendo investimentos em instalações e melhorias operacionais com os seguintes objetivos:
SANIDADE
A manutenção da sanidade do rebanho é um dos pontos cruciais de nosso manejo. Implantadas supervisionadas diretamente pelo médico veterinário Dr. Pedro Moreira, as ações preventivas asseguram uma taxa de mortalidade muito baixa, especialmente no gado jovem.
São feitas vacinações contra aftosa, brucelose, diarréia, clostridiose, leptospirose, rino-traqueite bovina, raiva, neosporose, mastite, além de vermifugações periódicas.
A prevenção também é fundamental para assegurar um baixo índice de problemas de locomoção nos animais. Para tanto, os animais, a partir de 1 ano de idade, passam, obrigatoriamente, por pedilúvio que contém solução de sulfato de cobre e formol. As vacas adultas são também submetidas, anualmente, a revisão e corte dos cascos. O correto balanceamento das diferentes dietas é fundamental para prevenção dos problemas de locomoção.
Quanto à ordenha, além dos procedimentos usuais, como pré-“dipping” e pós-“dipping” e os testes para detecção de mastite, são feitos, periodicamente, contagem de células somáticas individuais, mapeamentos dos casos de mastite e do estado dos esfíncteres dos tetos das vacas para avaliação do funcionamento do sistema de ordenha;
A convivência com as doenças transmitidas pelo carrapato é também um fato auspicioso para a Fazenda Santa Maria. Com infestação controlada para evitar prejuízos à produção e ao desenvolvimento dos animais jovens, todos os animais têm contacto com carrapatos, de forma a manter um nível adequado de defesa.

Casinha para bezerros Centro de Manejo
CONFORTO
A preocupação com o conforto, especialmente o térmico, é uma constante na Fazenda Santa Maria.
Todos os galpões, baias, e a sala de espera da ordenha são dotados de ventiladores e nebulizadores de água, acionados durante as horas mais quentes do dia, durante o período de setembro a abril. Os “free stalls” são bastante ventilados, seus pés-direitos são elevados, permitindo uma melhor dissipação do calor gerado pelos animais, bem como diminuindo o impacto do calor absorvido e irradiado pelas telhas da cobertura para o interior.
As camas dos galpões são de areia fina, que ajuda a melhorar o conforto, e por se tratar de um material inerte, não favorece o desenvolvimento de bactérias e microorganismos causadores de mastite.
Os piquetes, especialmente os destinados às vacas no pré-parto, são sombreados.
NUTRIÇÃO
A alimentação balanceada, para todas as faixas etárias, é preparada na própria fazenda e é um item fundamental para o sucesso de uma fazenda de pecuária leiteira. Por significar cerca de 50% do custo de produção, a administração da nutrição é decisiva para viabilizar o negócio. Alimentar bem, e ao menor custo possível, pode fazer a diferença.
É um desafio constante atingir e manter altas produções, obter uma reprodução satisfatória e ter um rebanho saudável, com boa locomoção e com “score” corporal adequado.
O setor agrícola da Fazenda Santa Maria, produz todo o volumoso (são 4.500 toneladas de silagem de milho e 1.500 toneladas de silagem de sorgo por ano) e uma parcela do feno consumido. Para tanto, utiliza uma área superior a 170 ha (safra de verão) e a 70 ha (safra de inverno). Produz também todo o milho consumido, na maior parte sob a forma de silagem de grão úmido – 400 toneladas - e ainda comercializa o grão excedente.
Os demais ingredientes da ração de vacas de produção, tais como núcleos minerais, caroço de algodão, polpa cítrica, farelo de soja, farelo de trigo, massa de soja etc... são adquiridos no mercado.
CRIA, RECRIA E PRODUÇÃO
Após passar por várias evoluções, inclusive para se adequar ao constante aumento da produção e do rebanho, podemos resumir o manejo do REBANHO MENGE nas seguintes etapas:
a) Criação de bezerra (o)s até o desmame;
Os bezerros são criados, desde o nascimento, ao ar livre, presos junto à “casinhas” individuais, que são re-posicionadas, quando necessário, para manter as condições de higiene adequadas; as “casinhas” são colocadas em um piquete, com forração de grama estrela / tifton, arejado, porém protegido de vento; os bezerros têm, desta forma, contacto com carrapato desde o primeiro dia de vida;
b) Criação de bezerra (o)s do desmame até 12 meses;
Após o desmame (cerca de 60 dias), são formados lotes de 7 a 9 bezerra(o)s, que ficam juntos em um piquete, com cocho para ração e feno, e sombreamento; o remanejamento dos lotes é feito a partir de pesagem mensal, assegurando a homogeneidade do grupo;
c) Criação de novilhas (1 ano até o parto);
A partir de 1 ano, as novilhas são agrupadas em lotes de 15 animais e, ao atingirem o peso de 360 a 380 Kg, são liberadas para inseminação artificial ou para implante de embrião; a alimentação é fornecida por carreta misturadora e ajustada visando a manutenção de um “score” corporal adequado para o período de gestação; o volumoso básico é a silagem de sorgo, com proteína fornecida por farelo de soja, além de mineralização;
d) Vacas / novilhas no pré-parto;
São dois os piquetes de pré-parto: o que abriga vacas e novilhas que estão nos últimos 30 dias de gestação, e que recebem uma dieta especial, está em um local que permite a constante observação dos animais; e um segundo, onde são colocadas as vacas que têm previsão de parto superior a 30 dias e que recebem uma alimentação normal para vacas secas;
e) Vacas em lactação – pós-parto imediato
Dois ou três dias depois do parto, as vacas recém-paridas são colocadas em um “free-stall” que comporta somente 30 animais, e que permite um melhor atendimento e acompanhamento da evolução do pós-parto e eventual administração de medicamentos aos animais;
f) Vacas em lactação – primíparas
Após a passagem pelo galpão de pós-parto imediato, as primíparas são alojadas em um galpão com capacidade para 76 animais; 35% das vacas em lactação na Fazenda Santa Maria estão em sua primeira lactação e seu agrupamento permite uma melhor socialização destes animais, um melhor equilíbrio na competição por alimento e cama, e o correto ordenamento dos animais com relação à seqüência de ordenha; além disso, o balanceamento da alimentação pode ser ajustado levando-se em conta o fato destes animais ainda se encontrarem em fase de crescimento e desenvolvimento;
g) Vacas em lactação – pico de produção
Após deixarem o pós-parto imediato, as vacas multíparas são destinadas ao galpão para animais em pico de produção, podendo, desta forma, receber uma dieta compatível com os elevados níveis de produção associados a este estágio da lactação;
h) Vacas em lactação – estágio final
À medida que avançam em sua lactação, a demanda dos animais para atender menores níveis de produção é também menor, o que implica em ajuste na dieta para evitar excessivo ganho de peso; assim, a utilização de um galpão para animais neste estágio de lactação favorece uma melhor condição para o próximo parto, evitando os transtornos que os animais super-condicionados tendem a apresentar.
i) Vacas em lactação – por secar
A formação de um lote com vacas apresentando baixa produção ou próximas a parir, permite que o processo de “secagem” possa ser feito de forma mais gradual, sem utilizar as formas drásticas que resultam no término da lactação de forma traumática; estas vacas, submetidas a duas ordenhas diárias, ficam em um piquete que tem um galpão destinado ao fornecimento da alimentação;
j) Vacas secas
As vacas secas, com partos previstos para tempo superior a 60 dias, são colocadas em um piquete onde, além da pastagem natural, é possível, quando necessário, fazer-se uma complementação de volumoso; no Rebanho MENGE GADO HOLANDÊS, somente em condições extraordinárias são admitidas vacas secas que não estejam prenhes.
INSTALAÇÕES (diretamente ligadas à operação)
Ao longo de 22 anos de atividade na produção de leite e criação de gado holandês, o MENGE GADO HOLANDÊS passou por diversos sistemas de produção, sendo que o atual é:
ALOJAMENTO DE ANIMAIS
• Confinamento total dos animais em lactação:
4 galpões do tipo free stall com capacidade para 210 animais e 20 baias individuais;
• Vacas secas e pré-parto:
em piquetes com fornecimento de alimentação em cochos cobertos – capacidade para 45 animais;
• Gado jovem:
lotados em piquetes com alimentação fornecida em cochos cobertos: 22 piquetes com tratadores – capacidade para 250 animais;
ORDENHA
Sala de ordenha em galpão com pé direito superior a 4,50 m, aberta nas laterais, contenção tipo NZ 60º, 2x8x16, marca DeLaval, com capacidade para ordenhar 80 vacas/hora, extratores de teteiras MP 700 ALPRO , regulador de nível de vácuo DuoVac, regulador de pulsação DuoPulse, sistema automático de limpeza, sistema informatizado de gerenciamento da produção ALPRO, com identificação eletrônica dos animais, bomba de vácuo de lóbulo, resfriador de placa para leite, 3 tanques de refrigeração com capacidade total de 13.000 litros. A sala de espera da ordenha tem capacidade para receber 80 animais e é dotada de portão de aproximação DeLaval, com acionamento elétrico e pneumático.
ARMAZENAGEM
• Volumoso: 8 silos trincheira com capacidade superior a 4.000 tonelada;
• Grão úmido de milho: 1 silo revestido com capacidade para 350 toneladas;
• Depósito para cevada a granel: capacidade para 60 toneladas;
• Grãos: silo metálico CASP com capacidade para 4.200 sc de milho;
• Depósito para itens a granel: polpa cítrica e caroço de algodão – capacidade 90 t
• Depósito para componentes ensacados: farelo de soja, núcleos minerais e núcleos para bezerros – capacidade para 1000 sc de 50 Kg
• Depósito para feno: capacidade para 15.000 Kg
SISTEMA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
• Objetivo: tratar os efluentes líquidos provenientes dos galpões de confinamento do gado em lactação e os provenientes da limpeza e lavagem de sala de espera e sala de ordenha;
• Composição: composto por um separador de areia, três silos de flutuação e secagem de esterco, um separador de partículas finas, uma lagoa anaeróbia impermeabilizada com manta plástica e, na etapa final do tratamento, uma lagoa aeróbica, também revestida com manta plástica;
• Aproveitamento: produto final do tratamento será empregado em fertirrigação de campo de feno;